Mulheres Que Inspiram - Diane Cossermelli


Capítulo 3 - A Mulher


Diane usando Regata Drapeada e Calça Lira Estampa Cacos

A - Como é ser mulher, pra você?

D - Eu fui mulher. Eu fui mulher um tempo, fui esposa, fazia o que era necessário fazer, servia, atendia, e até hoje eu me pego atendendo. Tive que lidar com um monte de gente que tá em mim, tem muita mulher dentro de mim.

Tem uma música da Joyce chamada “Essa Mulher”, que a Elis cantava, fala das três mulheres que era: uma de manhã, uma de tarde e uma de noite. É interessante ver. Eu escrevi um texto uma vez chamado “Eu, Mulheres”. Minha filha tava na Austrália e eu com muita saudade dela. Eu falei “meu, será que você não consegue entender que tudo que ela tá fazendo lá é tão importante pra ela” eu falei comigo mesma “sim, eu entendo”. Eu fui uma pessoa muito controlada a minha vida inteira. Meus pais eram tiranos comigo. Eu não podia sair, não ia em bailinhos. Eu não podia namorar e quando começasse a namorar tinha que chegar cada dia mais cedo. Então eu não quis ser nada disso com os meus filhos. Eles sempre fizeram tudo que eles quiseram. Eu dei toda a liberdade. Pra ela, eu sempre falei “vai trabalhar, ganha seu dinheiro, busca suas coisas, viaja”. Ela via que eu viajava sozinha, sempre adorei descobrir os lugares. Então eu estimulei meus filhos a fazerem isso. Eles foram livres. Eu entrava em pânico, porque eu olhava eles fazendo coisas que me assustavam. De repente ela fez um mochilão sozinha na Itália, na Europa, ia pra lá e pra cá sozinha. E quando ela foi pra Austrália, eu falei “Diane, ela tá fazendo exatamente o que você falou pra ela fazer”. Eu tava valorizando, mas a dor que sentia era uma loucura. Então eu resolvi escrever sobe isso. Tudo que você é quando você é mulher, quando você apoia o seu marido e deixa de fazer coisas que você quer fazer, porque ele precisa fazer outras coisas, quando você quer ir embora da casa que tá lá com seu marido e seus filhos e você não aguenta mais aquilo simplesmente, porque você não sabe mais quem você é, você não sabe a hora que você vai comer, porque você tem fome, não sabe a hora que você vai dormir porque você tem que pôr a criança na cama, e depois tem que preparar sei lá o que pro dia seguinte. Eu encontrei cartas que eu escrevi pra mim mesma dizendo isso, que horas eu tenho fome, eu não sei mais. Você perde a noção de você e isso é uma coisa mulher.

O meu ex-marido levava as crianças na escola e ia trabalhar e quem levava o caderno de história que a criança esqueceu era eu. Eu parava o que quer que eu estivesse fazendo pra atender as crianças. E levava na natação, no inglês. Você se desdobra e não sabe nem com você faz. Só faz porque é sua obrigação ali. Então eu escrevi isso e comecei a questionar toda essa vida e a liberdade que eu queria ter. Eu casei com 21 pra poder sair de casa, porque eu não aguentava mais o controle em cima de mim. Mas ai eu casei e fui pra outra situação de controle, então hoje eu vejo que vocês meninas tem muito mais controle sobre a vida de vocês e isso é fantástico. A minha filha escolhe o que ela quer fazer “não vou ter filho” ou “não vou ter filho agora pelo menos”, “quero fazer isso, quero fazer aquilo”. Eu vejo minha mãe que era super inteligente e se submeteu totalmente a uma vida de casada e ela era frustrada. A minha geração foi uma geração que a mulher já trabalhava e que precisava mostrar que conseguia trabalhar e ser mãe maravilhosa e esposa perfumada. Então era uma exaustão, vocês não tem noção. Hoje é muito mais fácil porque se você não quer ter filho, não é um problema. Tem todo um caminho, eu já estava em uma fase muito melhor que a minha mãe com certeza, mas mesmo assim foi muito sofrido, porque eu trazia a educação da minha mãe. A minha mãe falava “sirva seu irmão” e eu falei um dia pro meu filho “Bruno, tira a mesa”, eu tava na casa da minha mãe. Minha mãe ficou assustada, “como você manda seu filho tirar, tira você”. Isso agora, meu filho adulto. Então imagina o quanto isso tava entranhado nela. E a dor que deve ter sido a vida inteira, porque ela deve ter tido muita frustração de ver as filhas na faculdade se formando e não poder fazer nada daquilo. Então eu acho que cada geração dá a outra uma oportunidade de ir um pouquinho mais pra frente e o que frustra é ver indo pra trás agora. Tanta gente achando que isso não é o bom.

Diane usando Regata Sabiá e Calça Minus

A - Quais são suas preocupações com o mundo atual? O mais te causa indignação?

D - Indignação está sendo diária e a constatação de que se as pessoas que têm mais bom senso não tomarem atitudes, esse mundo está razoavelmente perdido, porque eu calculo que 30% a 50% das pessoas são ignorantes. A falta de educação e a falta de interesse por conhecimento é uma coisa muito séria que permite que aconteçam as coisas que estão acontecendo hoje. Uma pessoa completamente despreparada, sem educação, sem o mínimo de respeito chegar no posto que chego...é uma pessoa desqualificada, além de tudo. E isso dissemina um culto à estupidez, à violência, à falta de respeito, à falta de compaixão.

Uma pessoa que fala as coisas essa pessoa fala, sei lá ,eu acho que não tem o mínimo de bondade dentro dela. E essa história de ficar atiçando todo mundo do jeito que ele fica, e ainda com plateia, com gente que fica batendo palma, rindo. Vai saber o que ele faz, pode ser uma pessoa muito violenta, tudo indica que ele seja. Ele acha que a violência resolve alguma coisa, enquanto que ele não se tocou ainda que não é. A gente sabe como a educação transforma. Sem querer puxar sardinha pra lado nenhum, porque eu sou bem neutra em política, mas, nessa viagem que eu fiz, deu pra ver que os estados do nordeste têm muita escola. Esse contato que a gente fez com esses projetos sociais foi muito legal. Você vê que existe um cuidado com as pessoas, pras pessoas crescerem, pras pessoas desenvolverem os potenciais que elas têm. E não é só no Brasil, você vê que o mundo é baseado nessa dominação do mais forte em cima do mais fraco, é baseado em deixar as pessoas na ignorância, porque é mais fácil manipular. E o que é o mais surpreendente de tudo, é ver que pessoas que tiveram acesso à educação, que tiveram até universidade, compactuam com o pensamento desse homem, por isso que é tão assustador. Vou fazer um parêntesis pra dizer que eu já vivi situações muito complexas do mundo. Quando eu fui pra Alemanha, era uma época de alto terrorismo, então o pessoal punha bomba na lixeira de aeroporto, estourava bomba toda hora. Era uma tensão com a guerra fria horrível. Eu me lembro que o avião ia decolar e nós passamos do lado de um avião israelense, em volta do avião tinham dois tanques de guerra dentro do aeroporto. Em cima do avião tinham 3 caras do exército israelense com metralhadora. Era uma coisa que eu olhava e falava “eu tô pondo filho nesse mundo”. Era assustador, uma tensão de quem ia apertar a bomba atômica. Eu morei na Alemanha quando tinha o muro de Berlim. Eu visitei o muro. Tinha que passar por um monte de russos, tanques de guerra virados pra você, pedir permissão pra cruzar a Alemanha oriental e chegar em Berlim, era um mundo muito dividido. Em Hannover, onde eu morava, passavam caças americanos supersônicos e, na hora que eles entravam na velocidade do som, a janela, tudo tremia. Você sentia uma presença de exército, uma mascarada guerra entre dois grupos o tempo inteiro. E isso passou, de alguma forma isso passou, o mundo entrou em uma paz que eu me admirava, tudo crescendo, as relações estão muito melhores, as pessoas pensando no meio ambiente. E de repente, dá essa volta e as coisas chegam nisso que tá hoje, é deplorável, eu tenho vontade de não ver tv. Não tem como ser feliz vendo essas coisas. Mas o que eu posso pensar é que as coisas podem mudar de novo.

Eu vi mudar. Existe uma ciclagem. As pessoas têm que se defender, quem é do bem, quem quer paz, quem acha que educação e cultura são importantes têm que tomar atitudes. E estão tomando. Se você pensar, elas não tão indo lá e batendo, elas tão processando, pedindo inquérito, pedindo avaliações na justiça e é o que a gente pode fazer? É pra gente ir pra rua quebrar tudo? Qual é atitude? A gente tem que chegar em um consenso de como fazer isso. O que me preocupa também é essa corrupção, essa forma de conseguir coisas. Mas a gente tem que ter esperança, senão como é que faz?


A - Você tem um neto. Dá pra perceber uma diferença de pensamentos e atitudes dessa geração?

D -Tem uma diferença brutal. Eu fico chocada com o neto. Primeiro que ele começou a falar muito antes. Os meus filhos tinham uma coisa motora muito boa, eles andavam com 10 meses, mas os meninos falavam, começavam a fazer frase com 2 anos. Meu neto começava a fazer frase com 1 e pouco e fala coisas difíceis. Acho que muda um pouco a forma como os pais tratam. Meu filho e minha nora estudaram, pegaram livro de como criar criança, do que pode e o que não pode, aquela coisa de comer com a mão, de jogar tudo no chão. O meu primeiro filho fez aula de natação com 6 meses, ai ele foi na escolinha de música também com , 7 meses. Eram coisas que naquela época era importante a criança nadar logo cedo, manter o instinto do bebê de ficar dentro d’agua, a musicalização, então a gente segue algumas coisas. Mas com 3 filhos fazer tudo isso é uma insanidade. Mas assim, tudo tem que ser pesado. Acho que bom senso é a melhor coisa que uma mãe e qualquer cidadão podem ter, porque tudo tem sua medida.

O fato de ter celular já, a criança fica com o dedinho naquele negócio, tudo ele passa dedinho, então eles têm um contato com um mundo muito mais tecnológico e com muito mais cheio de informação. Eu tenho um pouco de aflição, porque eu acho que os pais tão cada vez com menos paciência. Eu admiro muito meu filho e minha nora porque eles têm uma visão bem diferente do que a gente vê em restaurante, onde a criança tá sempre com um ipad, joguinho, pra ele ficar quieto. Essa coisa de não ter mais atividade fora, tudo isso eu acho muito sério. Eu acho que meus pais erraram demais, eu acho que eu errei em várias coisas tentando não fazer igual aos meus pais, e meus filhos vão errar também. Porque tem a diversidade da criança. Uma coisa que não fez mal pra minha irmã, fez muito mal pra mim. Então depende muito do seu interno, de como você reage às coisas, quem é você. Eu acho que seria essencial as pessoas olharem mais pras crianças, sentir o que aquela criança específica precisa e nem todo mundo tá preparado. Quanto mais alta classe, mais as crianças ficam com babá ou pessoas que tem a interação diferente de um pai ou de uma mãe. Mas é isso, tem mulheres que querem ser profissionais, executivas e é um direito delas também. Então o que irá acontecer com essas crianças, a gente não sabe, a gente também não pode dizer que vai ser tudo errado, não dá pra dizer isso, você não sabe. E sobre a maior participação do homem em casa, acho que quem vai mudar pra uma situação mais igual, posso estar enganada, é quem tem mais acesso a educação e que valoriza cultura, música e tudo isso que está sendo podado ultimamente. Eles têm essa visão mais ampla, conseguem aceitar e não ser machista. Eu vejo o meu filho, como se fosse uma mãe de antigamente, divide direitinho com a mulher dele numa boa e não é um problema, é uma alegria. Mas é uma visão menos preconceituosa. O machista está em outro lugar, não é esse pai que está ajudando essa mãe. Então existem blocos diferentes. E eu acho que esse bloco que aceita o gay, as pessoas diferentes, são pessoas diferentes. É triste falar isso porque a lei que tem que tomar conta dos outros. Ela diz “é proibido discriminar”. Um grupo acha isso normal, o outro grupo tem que ser controlado por alguém que diga que não pode fazer, que nem papai mamãe. É assustador pensar assim porque é uma boa parte da população, não são poucos. 

Pra complementar essa parte de política, ontem eu assisti o Roda Viva e tinha um deputado que é cego e eu achei muito interessante tudo o que ele falou. Existe um grupo que está começando na política que quer fazer política, porque o grupo que esteve aí em toda a história do Brasil não estava lá para cuidar do povo, e do bem-estar do povo. Você anda na rua e não tem o básico, esgoto, saneamento básico, ninguém tá interessado em fazer. Imagina em são Paulo, que é uma cidade gigantesca com 23 milhões de pessoas, eu sei que não é uma coisa simples, mas você vai em cidades pequenininha do Brasil, que também não tem aquilo. O político não tá lá pra ajudar o povo, ele tá lá pra ganhar dinheiro. E é uma mentalidade geral, todo mundo faz isso. Tanto é que pessoas que não são preparadas, atores, atrizes, que não tem a menor ideia de como funciona aquilo tão lá, porque são famosos e as pessoas votam neles. O que eu acho é que agora chegou uma esperancinha. São essas pessoas que estão estudando a política pra fazer política, todos mais jovens. O deputado falava com conhecimento de causa, ele foi pra Harvard ou Oxford e se formou naquilo. Ele fala com uma segurança e é um menino muito novo. Tem que ter lei que obriga a pessoa que vai fazer política a se formar, estudar aquilo, gestão. E essa história da mulher na política, eu acho que mulher é gestora. A mulher que mora na comunidade e é abandonada pelo marido tem que coordenar quem vai cuidar dos filhos, como vai fazer pra trabalhar, como vai sustentar a família. A gestão já é uma coisa que a mulher tem por suas condições de vida, e o homem vai ter que aprender. Não dá mais pra chegar lá sem saber. Vamos ter esperança e incentivar essas pessoas. Vamos votar nessas pessoas. E você vê eles botando a boca. Eles criticam de uma forma. Eu lembro da Tábata (Amaral) que derrubou o ministro da educação. Eu vi a arguição que ela fez pra ele. Gente, é uma menina corajosa. Chegou lá e perguntou o que você perguntaria e não o que aqueles bananas perguntariam. Cara, as pessoas são coniventes, então não pode ter essa conivência. Nesse ponto é algo que a gente pode fazer pra ajudar.


A - Você continua escrevendo?

D – O meu sonho é escrever, eu tenho muita vontade escrever. 


A -  Você faz tantas coisas, é tão curiosa, parece que está só começando, como você encara o futuro?

D - Isso é interessante. Eu me sinto assim, mas ao mesmo tempo eu tô um pouco apavorada, porque eu sei que o tempo está se esgotando. Pra mim, é bem claro. Eu já passei dos 2/3 da minha vida. Meu pai tem 93, minha mãe morreu ano passado com 82. Até os 90 tenho 30 anos. Não me sinto com 60 anos. Tem pessoas que têm o espírito mais jovem, que isso torna elas mais jovens. Eu vejo minhas amigas de escola e fico chocada, meus amigos de faculdade são senhores. Eu olho e falo “eu não sou assim, tenho certeza”. É diferente o meu modo de olhar. É o que eu falei: vamos ver o que vem em seguida porque eu tô buscando, eu quero seguir o que eu tenho curiosidade pra ver.




Diane usando Macação Vento

A - Mas você já tem planos?

D - Eu tenho um plano. Vou construir uma casa, uma coisa que eu nunca fiz na minha vida. Uma casa no mato. Tô curiosa porque tá mexendo muito comigo. Eu me vejo na casa o tempo inteiro, acordando, sentada, é muito interessante. Um aluno meu que tá fazendo o projeto pra mim. É uma coisa que me movimentou. A minha mãe ficou muito doente e de repente eu vi que a vida acaba e nesse meio tempo nasceu o meu neto. Eu tava há um tempo sem fazer atividade física, yoga, tinha parado tudo, aí eu pensei “como carrego essa criança se eu não tiver músculo” então de repente minha mãe doente, meu pai mais velho, aquela criança nascendo e eu querendo participar de tudo, óbvio, e isso deu uma virada na minha cabeça. E todos aqueles problemas com hospital, os problemas que apareceram com minha mãe internada me deixaram agoniada, desesperada. Era um choque ver ela acabada, foi uma coisa muito difícil. Mas ao mesmo tempo foi uma coisa que me fez olhar pra minha vida porque na verdade eu tava sendo filha o tempo inteiro ali. Eu tava atendendo muito mais os meus pais do que os meus filhos. Como minha família era muito controladora, os domingos eram sempre lá. Eu vivi o tempo todo como filha, mesmo com a minha idade e percebi que eu não tinha criado um núcleo meu.

A minha família, os meus filhos iam na casa da minha mãe. E com a doença da minha mãe, eu saquei isso. Eu tenho que ter uma coisa minha, um lugar onde os meus filhos vão se encontrar comigo e foi isso que me fez querer fazer essa casa. Eu falei “vai ser a minha casa, onde eu vou ter a minha família”.  Então foi uma percepção muito seria que veio a partir de muita dor. Mas ao mesmo tempo, eu sou amiga da crise, sempre falo que quando você afunda, que você sai boiando lá pra cima e respira de novo. Então acho que isso foi fundamental na minha vida. Eu fiz um quartinho na minha casa, eu botei meu tapetinho de yoga, comecei a fazer yoga todo dia, coloquei minha máquina de costura na mesa, fiz um sofá cama maravilhoso, pra quando meu filho vier da Alemanha dormir lá. É o meu sofá de leitura, botei um lustre lindo que eu comprei há anos e nunca tinha usado, então é o meu cantinho. Eu senti que tinha uma coisa minha, uma vida minha fora do ateliê. Tudo isso aconteceu nos últimos 2, 3 anos. Eu agradeço. Eu amo os meus filhos profundamente, é um diferente do outro e cada um tem coisas muito especiais. E o mais legal de tudo é que eu tenho um canal aberto com eles, coisa que eu não tive com meus pais nunca. Eu consigo conversar com os meus filhos com muita alegria, brigo às vezes lógico, mas tenho a ponte. Pra mim isso é fundamental. 


A - Que signo você é?

D - Sou pisciana, dia 15 de março. Sou psciana com ascendente em e áries, então eu tenho uma coisa meio impulsiva de fazer, eu tenho a ideia e já faço. 


A - O que você gosta na Acolá?

D - Eu gosto de tudo. Acho que vocês têm uma visão diferenciada, qualidade de tecido, qualidade de corte, acho incrível. Vocês não são comuns e têm essa ousadia de estampa. Eu adoro, sou escandalosa, adoro coisa colorida. Então tem essa coisa da cor, do desenho, de ousar. Acho que vocês tem muito bom gosto. E tudo a ver com o meu gosto. Eu tenho varias coisas de vocês.

 

Fotografia por Helena Wolfenson
Fotografado no espaço Terra W Estúdio